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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XIII

Réstia de luz em meu rosto me faz acordar. Me demoro um tanto dentro de mim, ainda à flor da pele da noite anterior.


Na grande mesa do café onde estou, dois homens partem para Ilhéus a fechar negócio. Negócio fechado: após o almoço partimos juntos em direção ao Sul.


Algumas horas, mais sabemos de nós. Algumas interrogações, mais interjeições. Conversa franca e animada cedendo aos poucos ao céu bordado de nuvens que correm, pra dentro de mim, nas linhas da minha mão. Solidão!


Adormeço...


Acordo ao choro contundente de criança no posto de parada.


Só, no carro, assisto à despedida do pai entrando no ônibus deixando seus rebentos junto à mãe para a sorte no Sul. Vi o sol se pôr ao meio-dia!


Só, fiquei olhando o sol morrer...dentro de mim.



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