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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XII

É dia dois de fevereiro! É dia da procissão de minha santa, Nossa Senhora da Purificação. Farol que me alumia, meu guia! Rumo ao seu encontro, pras bandas do recôncavo baiano vou quase num reflexo, mais côncavo que convexo.


Pau de Arara lotado seguimos a Santo Amaro, que também é da Purificação. Horas se vão no traço do cerrado e da caatinga, o Subaé que minha vista alcança, já cheirando a fumo e ao mel, roubado da cana, meu céu!!!


Cidade engalanada, em festa, qual meu coração. Sonho de há muito acalentado. Viver o mistério da Coroação da Nossa Senhora da Purificação; viver o encantamento da lavagem do profano ao cheiro da alfazema macerada...


Oxum e Nossa Senhora num balé invisível; tempestade que me invade, arde, reluz e cura.

Aquele dia vi o céu no meu chão!


Aquele dia fui carcará, fui sim, a menina dos olhos de Oyá.



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