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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XI Na certeza do sim, sou acordada, mais uma vez abordada por um caminhão em minha contramão.

Boleia menor, mais apertada, qual meu pequeno coração. Sujeito estranho, mas o rumo é o sul e este é o meu norte. Sem dar trela, sou toda atributos, classificada, qualificada, oração subordinada adjetiva, enquanto sou toda Oração coordenada adversativa!

Sem “dramática”, elevo o tom, viro o disco, me arrisco, crio tensão, jogo perigoso, fora da área: são dois toques. No primeiro, bola fora, jogo pra escanteio, perigo de gol afastado, marcação acirrada, sem espaço pra nada.

Fazendo cera, retranca implantada, catimbando, vou levando, até avistar, já na prorrogação, posto de manutenção. Peço tempo pra água, banheiro, instrução!

Pela porta lateral do vestiário faço firula, mato no peito, passo batida e qual artilheira, mando balaço...golaço!!!

Gol relâmpago, gol de placa!!! Craque do jogo, ganhei de virada, sumi na estrada.


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