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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

LV Desperto do Tejo navegando a minha vida. Saio curvando as pequenas ruelas ladeira acima. Paro na “Tasca” do Nuno, pra pegar minhas sardinhas. Na saída, percebo alguém me seguindo. Continuo ladeirando a passos lentos, como tem sido a vida.

Estou, de fato, sendo seguida. Paro, sento no banco de pedras fingindo cansaço. O moço faz o mesmo. Quebrando o silêncio, ouço um

- Boa tarde, senhora!

- Boa tarde. Brasileiro?

- Sim. Viajo por muitos lugares conhecendo pessoas através das lentes.

Ele me conta dos seus moinhos de vento enfrentados. Sonhos desfolhados. Alguns conquistados. Das dores e flores. Estradas, bandeiras... abduzida, em espirais, fui assim flutuando em meus próprios devaneios...

Chego em casa, vou direto à minha gaveta. Pego caneta e papel sem saber ao certo se algum dia pus os pés na terra. Sim, digo os pés plantados, os dois, capazes de marcar o chão ao pisar, de fazer ferida na alma...


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