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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

LI

Pensei em retornar à terrinha, quando Lucas me liga, dizendo que havia feito contato com uma grande amiga que possuía uma casa de “Fados” na Alfama, em Lisboa. Não resisto à “loa”!!


Minha história com Portugal parece algo atávico. Intensa como a chegada de um amor! Leite de seringueira em Xapuri! Herói de cordel! Canto de Menestrel! Embolada de viola que me alumia, como canto de Ave-Maria!


Fui direto para a Alfama, onde iria trabalhar e morar. Logo que cheguei, me assustei. Enorme quantidade de becos e vielas. Há mais de 30 anos me perco por aqui. Tentativa de me achar.


Procurar me perder na tentativa de me achar talvez seja o mote de aqui ainda estar. Me perco propositalmente. Se me acho?, não sei. Arrisquei. A roleta é russa: vida girada em tambor com bala só; gatilho apertado. Suportado!


Vida andarilha. À procura de trilha. Vida cigana. Que sempre me engana.



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