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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XLIX

Lucas, meu amigo/irmão da noite de Nice, me convidou para abrir com ele um bistrô em Braga, Portugal. Não titubeei. Aceitei! Em meu peito, meus amigos suíços e a Lausanne charmosa e generosa, jamais esquecida.


Ao lado de uma igreja habitei. Na frente de outra, trabalhei. Um violão e um banquinho, a “bossa-nova” se instalava de mansinho. Estrada percorrida, conhecia o meio, não o fim.


Tantas igrejas! Rotina pautada pelas badaladas dos sinos. Na quarta da tarde começava meu dia, sem hora para terminar. No bistrô, repertório constante e contínuo de música brasileira. No sopé da igreja, cego Nuno, que ali habitava, tudo acompanhava.


Certa manhã, cruzando a igreja em direção à padaria, me deparei com cego Nuno pontuando uma viola de 12 cordas num cantar de invejar, todo o repertório do bistrô.


Semana seguinte, mudou seu turno. Mudou sua vida. Inclusive a minha!



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