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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XLVIII

Cheguei a Lausanne no Outono. Frio intenso. Eu estava no inverno. Quatro estações de inverno. Apartamento “suíço” , próximo ao Lago Léman, o que muito me agradava. A água sempre se achegava.


Logo comecei na noite. Casa de Jazz. Ambiente traquilo. Clima “suíço”. Tão longe, tão próximo. Do Rio. Rio “Urubu”. Vida calma. De corpo e alma. Vida perto. Tudo certo.


Me dei conta: às margens do “Urubu” ou do lago “Léman”, o ser humano vive no afeto. Me fizeram sua filha. Sem sombra do passado. Enviesado. Tratada como rainha. Respeitada como sou. Entendi o que é cidadania. No dia a dia.


Quase três anos de lições pra toda uma vida. Meu rio desaguou no “lago”. Araras e tucanos sobrevoaram a geleira. Luar do sertão iluminou os Alpes, derrubando fronteiras.


No inverno suíço, me vi primavera, apontando o Verão: gratidão!



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