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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XLVI

Noite longa! Chegando do “Mailletz” encontrei Bastien triste. Pensativo, me olhava. De um jeito diferente. Ausente. Conversamos. Perguntei, nada encontrei.


Quase de manhã acordei num sobressalto. Suspiro alto. O último em vida. Bastien em sua despedida. Achei que iria sucumbir. Tanto sofrimento, tanta coisa pra agir. Respirei. A vó invoquei. Fui forte. Leão do Norte!


Treze anos juntos, desde a noite em que nos vimos na “Bottle’s”. Com o Bastien, Vivi o que nunca imaginei viver! Sobrevivi ao que nunca imaginei sobreviver! Fui verão em pleno inverno europeu. O mundo era meu!


Coração sangrando! Ficando na poeira, amor de quase vida inteira! Com ajuda de amigos, reagi. Lembrei de onde saí. Aonde cheguei. Tudo que lutei. Sonhei. Tempo de uma vida envergada a cada esquina dobrada!


Lá fora ainda há sol, ar...hora de recomeçar. Jamais se entregar!



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