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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XL

Maio em Paris!! Aí comecei a frequentar verdadeiramente a cidade. Primavera e Verão às margens do Sena. Ler. Fazer piqueniques. Simplesmente flanar pelo Sena. Era quando encontrava minha origem.


Água sempre foi minha fonte de vida. Nasci e me criei junto a ela. Não à toa minha vida é líquida. Constantemente sujeita a mudanças. Adaptada a qualquer circunstância.


Aclimatada à cidade, procurei emprego. De tanto frequentar, “Mailletz” era o lugar. No primeiro contato com o Cabaré, ali me reconheci. O circo da minha vida estava ali.


O cabaré era o circo às avessas. Sem itinerância por cidades, era o público diferente a cada dia que ia ao encontro do picadeiro/palco. Adrenalina diária do contato com o público. A interface do artista com os espectadores (característica do Mailletz) me trazia o palhaço, o equilibrista, que sempre me habitaram.


A minha vida real. Um truque banal!



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