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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXXIX

Na época, o “Mailletz” não era turístico. No andar superior um piano bar com a fina flor do Jazz e embaixo um cabaré totalmente “underground”. Ali me fiz! Literalmente.


Acostumada às noites “bossa-nova” no Rio, o Jazz desaguou em meu mar. O cabaré me levou às minhas raízes no circo do interior. Do meu interior. Cabaré é canto, dança, performance. É circo!


Seguindo a tradição e afagando o coração, passamos a frequentar o “Mailletz” às quintas-feiras. Quinta de categoria! Alegoria! Coração em festa! Minha história e meu passado entrando numa fresta.


A missa, a praça, a mata, o rio. Amuletos que carrego em meu andor. Em meu caminho. Bem juntinho. A cada nova experiência, colheitas das minhas sementes. Maturadas avidamente.


No rigor do inverno, às quintas o degelo me escorria, me fazia hospedaria!


Cais de partida. Sem porto a chegar!



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