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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXXVIII

O tempo era meu maior aliado. Precisei dele como nunca. Sabia que só ele para colorir as tardes cinzas, clarear as longas noites. Onde estava meu desejo? Por onde procurar? Que caminhos tomar? Eu ainda era noite em terra iluminista!


Embora muito acompanhada pelo Bastien, me sentia só. Solidão diferente. Com outra gente. Sempre bem recebida. A ser convencida. Me sonhava deusa, amanhecia mortal. Foi no que deu o meu “salto fatal”!


Saía, virava, mexia, toada sem melodia. Desarmonia. Eixo deslocado. Falta significado. Mistério deitado na noite, acordado de dia como cão sem guia. Era inverno. Em minha alma! Arrepio! Calafrio!


Sem esperar a noite me aqueceu. A noite que esperava aconteceu! Bastien me levou ao Piano Bar Cabaré “Aux Trois Mailletz”. Paris nunca mais foi a mesma.


Ali eu me vi! Me reconheci.



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