Buscar
  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXXVII

Sempre achei arrependimento pelo não feito um péssimo sentimento. Cá estou eu em solo francês, pela primeira vez. Tudo novo no velho continente.


Cheguei no rigor do Inverno. A neve me caía como surpresa de quando vi o mar pela primeira vez. Conviver com a neve não me fez limitante. Como o mar, palpitante.


Ter vivido sempre dentro de mim, me adaptou a viver “dentro” no inverno europeu. Choque minimizado. Golpe suavizado. Meu país tropical me fez sair, expandir, derrubar meu quintal. Na neve europeia o movimento era interno, como que à procura do abraço fraterno.


Fui chegando bem lentinha. Entendendo “devagarzinho”. Um beijo, um abraço ou aperto de mão? Sei não! Me sinto arredia e fria. Gente é gente em qualquer parte do mundo. Basta uma fagulha, um segundo!


Tudo gelado em meu coração alado.



0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo