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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXXV Fim de anos sabáticos e emblemáticos. Tempo de Bastien retomar sua origem. Conversamos, resolvemos. Voltamos juntos a Paris.


Decisão complicada e delicada. Deixar o país pela primeira vez. Não sabia que pra sempre seria. Dias antes de partir, percorri locais do Rio que me desaguaram no mar. Onde fui oceano, sem margens, sem fim.


Duas noites no “Beco das Garrafas” não foram bastante pro meu desenredo. Com a Dona Zica no cume do morro da Mangueira vi o trem suburbano atravessado em minha sina. Senti o vento Pixinguinha no sopro que foi minha vida. O Rio de cima, de dentro de mim!


No leito do Rio naveguei lá pro Norte, sonhei com meu povo, gente aguerrida que levo pra vida.


No leito do Rio dormi acordada, fui beira de estrada, fui luz do luar!


No abraço apertado da Dona Zulmira, a quentura de vó que ainda me aquece. Olhos aguados, tremor de menina. Sigo minha sina.



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