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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

VII Silêncio carregado na infância, carrego até hoje. Ele que me faz forte, aponta o norte, norte de mim.

Breu da madrugada, brisa leve que me leva solta. Sem rumo, sem prumo, sigo adiante. Em meu embornal, faço de mim a minha própria matalotagem. Sem trupe nem tropa, agora sigo só. Vago pelo mundo, em busca talvez de mim, talvez nem sei...

Ando, é tudo que sei e o que me resta. Ando, cheirando à lona de circo, à roupa mambembe, à trapézio em pleno ar, ar que me falta. A mim, quase tudo me falta!

A quentura e o cheiro da vó me apressam viver, não me deixam sangrar. Tudo é pra já na barra do dia que surge queimando, vulcão latejante em minhas entranhas. Vida que se faz hoje, urgente argamassa, tijolo em tijolo.

Longe me vou, agora em pleno dia, no circo da vida, na sorte da lida, como quem parte na roda da vida gigante, na vida da roda gigante.

E o destino se faz vida!



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