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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXXII

O dia parecia par, não ímpar. Noites com Dolores Duran eram à flor da pele. Só emoção! Falas mansas, sussurros poéticos. Noites de barcos voltando. De mãos se afagando. Mas também de soluços chegando.


Quintas-feiras eram as noites especiais pra mim. Vinham os artistas com perfis que me agradavam e junto a eles a audiência predileta. Peculiaridades da noite que fui entendendo, vivendo.


Eram às quintas que o estrangeiro delicado sempre aparecia. Mesma mesa, mesmo vinho! Meses o atendendo, deixou escapar um cartão: “Bastien”, francês e produtor cultural. Ano “sabático/cultural” no Rio de Janeiro.


De tanto nos falarmos, nos tornamos mais que amigos: namorados! Outras noites eram “quintas”, com a presença de Bastien. À flor da pele. Só emoção! Falas mansas, sussurros poéticos...


Nos desvarios da noite, me encontrei em paz!



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