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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXX

No mesmo apartamento, agora só. Sequei meu pranto, arrumei meu canto, soltei a voz. Amanhã, quem sabe, mais um amor em meu peito cabe. Não sou de guardar rancor, evito briga, desinvento a tristeza. Arrumo a cama, ponho a mesa.


Revirando a noite fiz amigos. Flanando pelas madrugadas ampliei fronteiras, revelei meus dias. Abri a porta pra lua entrar e com o sol despertar. Em minha boa companhia segui vida nova, novo emprego.


Durante o dia, ainda a pensão. À noite, o bar “Bottle’s”. Maiores perspectivas me levaram para a noite, deixando a pensão.


Lembro do dia em que cheguei à pensão da Dona Zulmira. Acanhada, apavorada! Lá fiz meu ninho. Cantiga de ninar, régua e compasso, a fruta e o caroço. Vida até o pescoço!


Na pensão aprendi a me respeitar. Pus a boca no trombone! Mais macho que muito homem!



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