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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXVIII

De dia, eu pensão, Cássio composição. Ao pôr do sol começava o dia, até o sol raiar. Violão a tiracolo na noite nos perdíamos.


Ritual da ronda. Bares de toda sorte. Gentes do sul e do norte. Tem libanês que viramos freguês. Tem gente da Guiné, sambando num só pé. Afegão, português, espanhol, do samba e futebol. Mas são os brasileiros, os grandes violeiros.


Noites longas, madrugadas varadas. Fumaça, som, falatório, agora meu oratório. Becos, ruas estreitas. Na “Duvivier” a folia dos reis. Dos reinos, “Beco das Garrafas”, cidadela encantada!


Dias seguintes, manhãs de cinzas segurando o rojão, enfrentando o leão. Mas cinza também é prelúdio de cor, louvor, cura e amor!


Dias seguintes, renasço das cinzas!



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