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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXVII

Vi Copacabana de cima, de baixo, no lume, no breu. Fora e dentro de mim, voando qual querubim.


Copacabana sangrenta. Fio da navalha que corta por dentro, dentro e fora de mim, vermelho encarnado, carmim.


Copa solar, onde todos gravitam em torno, de janeiro a janeiro panela de pressão do mundo inteiro.


Copacabana noturna. Das putas, das divas, luzes da noite, deusas do brilho. Dos malandros, artistas, bêbados, equilibristas. Eletrizados, convulcionados na pulsação desmedida dos anjos poetas a circular seus calçadões, labirintos e alçapões.


Copa centelha, fagulha, que me deixa em brasa, me atiça, me arrasa!



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