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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXVI

Tempo novo, abro as portas da pensão. Sigo meu coração. Continuo diarista. Arrumo cama, vejo lista, só que agora moro em “Copa”. Destino traçado, mãos dadas com canto e harmonia.


Na “quitinete”, o espaço apertado vai com meu coração acanhado. Situação inesperada, em meu canto, encantada, assombrada. Agora “Eu” somos nós, a sós.


Planejamos, desejamos em Copa, na torre de Babel, qual noite em bordel.


Saio assustada, multidão se esbarrando, nunca se olhando. Paro, reparo. Fumaça no ar, briga no bar. Cheiro de asfalto, mulher no salto. Saudade da mata e carinho de vó... como estou só! É choro engasgado. Olho cheio d’água! É sonho embalado, agora sou gado.


Pôr do sol nascente em mim que sou Rio e deságuo no mar.



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