Buscar
  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XXV

Despretensioso, chegou à pensão o Cássio. Violão em punho, sorriso franco e namorador. Como eu, vinha pra tentar e ficar. O mundo a nos esperar. Dizia seu foco ser Copacabana.


A “Princesinha do Mar”! Assim era a praia de Copacabana, que nunca havia pisado, senão em sonho, que não tinham sido poucos.


Copacabana era a capital do mundo. Tudo passava por lá. Na década de 1950 era lá que o mundo pulsava, no compasso do meu coração. Durante o dia, o picadeiro era a praia. À noite, boates e bares se misturavam no “colar de pérolas” dos postes da avenida Atlântica.


Na folga do domingo, refuto, reluto. Com o Cássio, meu salvo-conduto. Areia de Copacabana. Água de coco, sorvete Kibon. O toque na mão me levou como balão! A vida sorrindo pra mim.


Um braço de mar me invade, espumas ao ar, tempestade!





0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo