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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XIX

Um mundo a fazer. Primeiro o medo, precaução às coisas do coração. Com o tempo, no ar o momento, razão rarefeita, jogo sem culpa em mundo atrevido, forjado em ferro e brasa, fora de casa.


Sou porta de entrada. Atendo, recebo, encaro. Riso atrevido, cara de sono, bafo de onça, sinal amarelo, agora vermelho, pedem conselho... no espelho.


De saída sou porta. Entendo, percebo, disfarço. Riso frouxo, coração apertado, que sangra seu sonho de vida, na barra do dia que chega, leão à espreita lá fora, a valer a dor, qual ombro de beato com andor.


Entradas e bandeiras me fiz. Vi ouro e prata e muitas pedras preciosas. Expandindo fronteiras também vi latão corroído em camadas de zinabre.


Amanheço com meus sonhos, sementes do amanhã!



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