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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XVIII

Dinâmica de pensão também é circo. Tudo é passagem, tenda que se ergue e se desfaz logo em seguida. Dos que passam, gravatas em corpos acrobáticos, malabares/pastas em equilíbrio vil. Dos que ficam, como nós, destreza no contorcionismo da lida diária em se fazer ilusionista.


No picadeiro pensão, muitos foram os malabaristas da vida. Vida que se fazia urgente, de dor e alegria, fé incansável de risco iminente: do tombo, fracasso, revés, glória, troféu, na terra ou no céu.


No picadeiro pensão, tudo é família. Vi chuva e sol, casamento de espanhol; vi sol e chuva, casamento de viúva. Fui grito calado, calo apertado. Fui fruta, caroço, carne de pescoço.


Fulano, entendi. Com Beltrano, me perdi!


Porta entreaberta me fiz, na fresta, cicatriz!




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