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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XVI


Meu grande susto! Chegada ao Rio de Janeiro. Ensolarada, chego à pensão da Dona Zulmira. Rua Cândido Mendes, Glória. A Glória!


Embora dentro, me senti ao largo da Glória. A mim, tudo era excesso: calor, beleza, pulsação..., emoção. Coração alvoroçado! Um gosto de sal, de sol, de mar. Céu de azul pervinca sob o qual nunca passei.


Em movimento, agora sou Rio, sou mar, tudo mar, de estrelas, de gentes, de águas profundas e rasas de onde tudo sai e vai e volta, de incertezas, abismos e dúvidas. Por isso, renasço, transformo, se trans for mar.


Sou água, oceano, sombra de vida e morte. Barco, navego, aceito, renego. Infinito que me faço, me aperto, me abraço.


A Glória, da vida!



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