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  • Fernando Braune

Ritos de passagem(memórias abertas de Charlotte)

XV

De carona com um pai e filho, chego ao Espírito Santo. Amém!


São Mateus era a cidade, passagem. Mais um porto, velas içadas a partir, a me descobrir. Perto de mim, longe de meu lugar, fiz do vento companhia, como que doente de uma folia a me curar.


Exausta, no espírito santo adormeci. Pelo vento fui levada, anestesiada. Me vesti de querubim, que agora habita em mim. Desfaço nós, reparo danos, habito todos. Comida no prato, de dar água na boca, na desigualdade barroca.


Anjo caído, retorno ao lar. Brilho do cobre, sangue no olhar, medo de amar. Mesa vazia, desfaleço, anoiteço, dragão da noite a me guiar, a ditar meus dias, vasculhar meus prantos.


Sou vento a viver: na solidão, na contramão, a quem me dê a mão.


Fui, com “Carlos”, ser “gauche” na vida!



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