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  • Fernando Braune

II

O circo de minha vida se fez real! Em tarde morna, no banco da praça, me vi por inteira. Ele chegou forasteiro, de um reino encantado, de sonhos e lágrimas! Me arrebatou às alturas, de onde se entregava.


Quando menos esperava, nos braços de um trapezista me encontrei.


No circo, a forasteira passou a ser eu. Cigana era a minha alma, não eu. Quando passava em minha cidade, o circo carregava consigo a minha alma, não eu. Como já não tinha mesmo os pés no chão, o trapezista me convinha mais do que o palhaço.


Tivesse sido o palhaço a me abordar, quem sabe seria a minha vida sem graça, ainda na praça...


Nunca fui mesmo muito de rir, faltavam motivos. A criança que fui, talvez não me permitisse. Já os perigos do trapézio, ah!!! Esses eram quase que uma emulação em minha alma. E assim o foi, quando, pela primeira vez, dormi com o meu trapezista.


Foi meu o salto fatal!!




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